A influência da Música.

MÚSICA BOA OU RUIM?

A música é fundamental para o funcionamento de uma sociedade. Desde os tempos antigos sempre que uma nova sociedade nasce, com ela aparece um novo estilo de música. É do conhecimento geral que a música tem um grande poder sobre as emoções e a psique humana. Dessa maneira, ela pode ser utilizada para manipular as pessoas, seja essa manipulação bondosa ou maldosa.

 Aceitando o conceito contemporâneo de música, MONTANARI (1993, p.07) afirma que ela sempre existiu, eventual e aleatoriamente, na natureza (nos trovões, cachoeiras, cantos de pássaros) e em todos os tipos de vibrações audíveis emitidas por seres naturais, vivos ou não.

A influência da música pode ser notada em nosso cotidiano quando observamos como as pessoas, ao escutarem uma música de ritmo interessante, geralmente uma batida mais acelerada, apresentam um tipo de reflexo corporal. Logo, músicas de batida acelerada mexem com o nosso organismo, fazendo-nos acelerar, saindo de um estado passivo para um outro, mais agitado, ao ritmo do que ouvimos.  “A música são os sons que harmoniosamente chegam aos nossos ouvidos humanos, com a intensidade agradável ou não, que nos levam a um estado de euforia, liberdade, religiosidade, paixão e etc.”

Assim sendo, pode ser comparada com uma espécie de energético, por apresentar o poder de incentivar, animar, dando a coragem necessária para que cada um expresse medos, frustrações, raiva e alegria. Por outro lado, a música pode funcionar também como uma espécie de calmante forte. Seja qual for o sentimento, a música pode ampliar isso.

Quem não ouviu falar da histeria causada pela Beatlemania na década de 60? Suas músicas mudaram comportamentos na época e ainda hoje criam estilos entre os jovens e adolescentes.  Não podemos deixar de evidenciar também as influências boas causadas por canções que encorajaram a juventude. Músicos como Caetano Veloso, Geraldo Vandré, Chico Buarque, Elis Regina, Gilberto Gil, entre outros, mesmo com a censura, conseguiram influenciar uma geração disposta a vestir a “camisa” da mudança. Na década de 80 começaram a surgir algumas bandas que, em suas letras musicais, traziam humor e malícia. João Penca e seus Miquinhos Amestrados está entre elas. A partir daí, este gênero só aumentou, resultando no que hoje poderíamos chamar de “besteirol da música brasileira”. Sem pretensão de moralizar o “sucesso” de músicas como  a “Dança do Créu”_ música que ficou popular e foi ao topo das paradas de sucesso no Brasil em 2008_ revelam o desprezo de nossa juventude pela cultura brasileira e o desrespeito à pessoa humana. Embora o Funk seja uma expressão cultural, não podemos negar que, na maioria dos casos, este estilo musical exalta contra valores.  Sem contar os nomes atribuídos às mulheres brasileira que, na boca de Tom Jobim eram “… cheia de graça…” e, no Funk, sabe lá que nome são aqueles atribuídos a elas. Dizem que a música revela um pouco do que há dentro das pessoas. Se analisarmos nossa sociedade pelo que anda ouvindo e suas atitudes éticas, podemos afirmar que precisaremos melhorar muito o repertório musical. Não estamos fazendo menção a uma influência boa ou ruim em relação a um estilo musical, mas a apologia por trás da música e a sua pobreza artística.

“A música afeta o caráter e a sociedade, pois cada pessoa é capaz de trazer para dentro de si a música que acaba influenciando nos pensamentos, nas emoções, na saúde, nos movimentos do corpo,etc. Portanto, diziam eles, cabe aos compositores serem morais e construtivos e não imorais e destrutivos em suas músicas”.(BEZERRA, 2008)

Profº Dennis Amorim.

Fonte de pesquisa

Música na adolescência – http://musicanaadolescencia.pbworks.com

Universidade de Sorocaba – Jornalismo – O Papel do Funk na MPB (http://www.scribd.com/doc/15454138)

Wikipédia – Música na Sociedade – http://pt.wikipedia.org